Como o mercado está se adaptando a responsabilidade socioambiental.

Um dos grandes debates da nossa atualidade é sobre desenvolvimento sustentável. Como podemos continuar o progresso respeitando as limitações ambientais impostas pelo nosso planeta e também como reduzimos a desigualdade enquanto isso.


Confesso que por muito tempo fiquei em cima do muro sobre esse tema, pois não conseguia encaixar essas demandas dentro da ideologia liberal. Minha grande dúvida era: Será que o mercado será ágil suficiente em se autorregular e atender as demandas, comprovando assim a tese liberal, ou precisaremos de mais intervenção estatal para resolver o problema, e teremos que repensar a relação entre governo e sociedade?


Seria um tanto presunçoso dar uma resposta, mas sigo convicto nos fundamentos liberais e posso ao menos indicar por onde o livre mercado vem atuando para acompanhar o debate: ESG. (Ambiental/ Social/ Governança)


O termo ESG surgiu em 2005 em uma conferência da ONU, do qual resultou o relatório Who Cares Win. Destacando que empresas responsáveis dariam mais resultados que empresas menos responsáveis. Mas tomou popularidade após o maior fundo de investimentos do mundo (Black Rock) anunciar que só aportará recursos em empresas que seguem os critérios definidos pelos ESG. O motivo: Segurança. Você retiraria seus bitcoins e aportaria em ações da Vale. Sabendo dos desastres ambientais que ela causou e do possível risco que isso venha acontecer novamente, comprometendo seus recursos?


Eu não!


O mercado vem provando que empresas com responsabilidade socioambiental, são muito mais confiáveis, pois conseguem fazer um monitoramento do risco aprimorado, trata melhor seus stakeholders e além do crescimento, proporciona um desenvolvimento sustentável. Tornando assim, lucrativo investir em ações socioambientais estruturantes e provendo maiores retornos com consistência aos seus investidores.


No fim ainda não sabemos se as mudanças serão rápidas o suficientes. Mas acredito que estamos prestes a ver o mercado tomando a frente do debate e proposição de soluções. Raul Simon